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Mostrando itens por tag: Neuroliderança

Nos dias 10, 11 e 13 de maio de 2016, ocorreu um simpósio de Administração do qual nossa empresa era apoiadora.

O tema desta edição do Simpósio foi “NeuroBusiness – A Ciência aplicada aos negócios”, onde nós, da Grokker, além de patrocinadores, prestigiamos, aprendemos e tivemos nossa Diretora como debatedora sobre Coaching juntamente com alunos e empresas da região.

Se por algum motivo você não conseguiu estar presente, não fique triste, pois vou transcrever alguns tópicos do que aprendemos com o palestrante Tiago Cavalcanti Tabajara – mestre em Business Administration in Neuromarketing pela Florida Christian University/USA – sobre “Neuroliderança”.

Aqui vão eles:

1 - Todos os dias empresas demitem e contratam pessoas, o que anualmente representa milhões de dólares no mundo inteiro. Esse tunover em países desenvolvidos gira em torno de 40%, o que já é alto. Mas o pior é que no Brasil chega a 59%!!!

2 - Um dos motivos pelo qual as pessoas mais saem dos seus trabalhos é a divergência entre valores pessoais, o que gera o constante conflito e baixa produtividade. Isso representa 66% das demissões ou pedidos de demissões. Ou seja, as pessoas são demitidas ou pedem para sair das empresas porque discordam de seus líderes e acabam tendo problemas de relacionamento com eles. As pessoas são contratadas por seus conhecimentos e habilidades e são demitidas porque divergem de opinião com seus líderes e não conseguem administrar essas diferenças;

3 - A questão é: será que os líderes estão corretos? Bom, em um time de futebol, quando o time não vai bem, quem geralmente “cai” é o técnico. Mas dentro das empresas não é o líder quem “cai” e sim os funcionários. Em muitos casos pode ser que os líderes estão sustentando suas posições com ideias ultrapassadas.

4 - Todos os anos é feito um ranking das 150 melhores empresas para se trabalhar, onde é medido o “índice da felicidade no trabalho” como um dos principais índices para medir não só a satisfação, mas a própria produtividade das pessoas. As empresas atualmente não querem ter funcionários mais felizes só porque é bom e sim porque eles as tornam empresas mais lucrativas. Só que esta mentalidade é muito difícil de construir dentro das organizações principalmente no cenário atual onde as empresas se veem obrigadas a cortar custos.

5 - A Neuroliderança nos ajuda a entender como funciona esse processo de produtividade e para isso a pergunta: Você acha que as pessoas que são mais exigidas são as mais produtivas? Não, necessariamente.

6 - O trabalhador feliz é em média 31% mais produtivo. Ele possui 37% vendas mais elevadas, é 3 x mais criativo, tem um desempenho de 27% superior que os demais colegas, 32% mais comprometido e possui um menor esgotamento. Quando a gente faz o que gosta, parece que não cansa, parece que o cansaço não “importa”. Mas o melhor de tudo é que isso não prejudica o nosso sistema imunológico como um cansaço mental, aquele cansaço onde a gente é forçada a fazer coisas que não gosta e que não concorda.

7 - Cada pessoa tem valores e estrutura familiar diferente o que influencia em nossas formas de pensar ou agir sobre as situações de nosso cotidiano. Agora se a gente tiver pensamentos distintos dentro da empresa, vai haver conflito. Por exemplo: Uma pessoa com descendência italiana, que aprendeu que trabalho e família são as coisas mais importantes, e uma pessoa que não tem essa descendência tendem a ter atitudes diferentes diante do trabalho ou a família. Neste caso, cada um deles vai estar certo dentro de sua decisão, só que não é suficiente “estar certo”. A questão é a diferença e o fato de isso gerar conflito.

8 - Sendo assim, mesmo que em geral as empresas devem ser norteadas pela visão, missão e valores, nem todas as pessoas que trabalham em sua empresa tem o modelo mental alinhado a esses valores. É possível que elas tenham um modelo mental misto, ou seja, um modelo mental decorrente do acúmulo de todas as experiências vividas no decorrer de sua vida.

9 - Se a empresa investir somente em treinamentos, coaching, workshops, etc., vai ter um efeito mínimo ou pouco duradouro em pessoas com um modelo mental misto. Enquanto a empresa não mudar o modelo mental desta pessoa o conhecimento não vai transformar a atitude dela.

10 - Foi pensando em tudo isso que o palestrante criou os cinco princípios do Neurolider com o objetivo de extrair aquilo que a “minha consciência tem para me ajudar”:

1º - Criar um modelo mental único: Fazer com que as pessoas possam focar e remar para a mesma direção, o que não quer dizer, que eu não deva ter pessoas diferentes na equipe. Ter pessoas que discordam é importante para a empresa, mas é necessária uma disciplina para que as discordâncias possam vir à tona. Não podemos deixar que na correria do dia-a-dia, cuidando de cliente, das atividades diárias e operacionais, ainda discutamos sobre melhorias ou discordemos de um planejamento. Precisa-se criar um momento, por exemplo, uma reunião onde as discordâncias possam ser expostas e todos possam contribuir com suas ideias e juntos criar um modelo único.

2º - Não espere Morangos de uma Bananeira: Todos nós temos talentos, mas se estivermos mostrando nossos talentos em lugares errados não vamos conseguir ter os melhores resultados o que não significa que não sejamos bons profissionais. O líder deve entender que as pessoas são diferentes e não devem esperar frutos que talvez um funcionário não possa dar. O sucesso de uma equipe depende da capacidade do líder de identificar os talentos e habilidades colocando cada colaborador no lugar certo.

3º - Recompense as boas atitudes: a Neurociência fala que boas atitudes quando são recompensadas, ativam a área do prazer (neurotransmissor dopamina). Isso acontece quando uma pessoa faz um trabalho um pouco além do esperado e é recompensada, por exemplo. Além de ela se sentir feliz, a liberação de dopamina gera memória de longo prazo e quando fazemos algo que nos dá prazer, geralmente queremos repetir. Então se eu desejo que um colaborador sucessivamente tenha um bom resultado, eu preciso recompensá-lo, estimulá-lo para que ele continue.

4º - Fuja do cortisol (neurotransmissor do stress): Ele é liberado quando os nossos instintos de sobrevivência são afetados. Toda vez que o Cortisol entra no sangue, um processo de luta ou fuga é ativado. Isso acontece quando, por exemplo, um líder determina que uma atividade deve ser feita... que já está decidido e ponto, e o colaborador não concorda. Provavelmente ele vai lutar para se defender, ou seja, mudar a situação ou às vezes suportar e ficar quieto, pois seu instinto de sobrevivência esta em jogo (emprego). Quando um líder começa a entender que pode discordar dos liderados sem estressá-los vai ter uma equipe mais produtiva.

As pessoas querem sentir-se acolhidas e protegidas, e se a empresa não propiciar este ambiente, elas vão agir de forma “aparente”, ou seja, não vão ser elas mesmas. Isso significa que poderão não ser tão criativas, produtivas... Uma boa opção é fazer uma “alimentação social”, convidar os colaboradores para um café, um lanche.... isso faz com que haja um engajamento maior. Esse ambiente faz com que haja a liberação do neurotransmissor Ocitocina, um neurotransmissor que é gerado quando as mães têm seus filhos, ele é responsável por liberar o leite materno. Quando é criado esse momento com a equipe, a Ocitocina é liberada, as pessoas vão gostar de estar ali, ter um senso de pertencimento.

5º - Envie tudo o que Aprender para o Jacaré: Na Neurociência costuma-se falar que o cérebro é dividido em 3 áreas: o neocórtex, sistema límbico e sistema reptiliano e por isso o “jacaré”. Essa parte do cérebro é onde têm mais neurônios e onde tudo o que fazemos é automatizado. Por exemplo, quando começamos a aprender dirigir, no início tínhamos que pensar para trocar uma marcha, olhar no espelho e com o passar do tempo isso se tornou automático. A parte racional de nosso cérebro é responsável por até 15% do processo de decisão. O restante de nossas decisões são baseadas em emoções (sistema límbico) e instintos primitivos (reptiliano) representando 85% de nossas decisões, ou seja, são inconscientes.

Então, somos aquilo que fazemos repetidamente. Tudo o que a gente faz... a busca de nosso sucesso... vai depender muito mais do tempo que investimos para alcançar o sucesso.

E para encerrar, Cavalcanti fala que “não existem pessoas melhores do que ninguém. Todos podem ser o que quiserem”.

Pense nessas dicas para tornar-se um líder ainda melhor e conte-me abaixo o que achou do tema.

Grande abraço.

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