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Mostrando itens por tag: educação corporativa

Em tempos de crise tornou-se comum e necessário as empresas reduzirem custos, mas será que é uma boa escolha este corte passar pela área de treinamento e desenvolvimento?

Para responder esta pergunta, vou compartilhar trechos de uma entrevista realizada pela revista Melhor Gestão de Pessoas em julho /15 com o professor Joel Dutra, do departamento de administração da FEA-USP, supervisor da Fundação Instituto de Administração (FIA) e especialista em educação corporativa.

Nesta entrevista o professor afirma que em um cenário de crise como o que o Brasil atravessa hoje, desmontar estruturas de educação corporativa para economizar recursos não é uma boa ideia! Pelo contrário, poderá ser um tiro no pé quando a economia retomar seu crescimento!

Ao ser questionado se continua sendo estratégico investir em educação corporativa mesmo tendo de reduzir custos, Joel Dutra é enfático: “Continua, porque a educação corporativa vai se mostrando muito mais eficiente do que o antigo “departamento de T&D”. E é mais eficiente porque a ideia não é só desenvolver na pessoa habilidades ou conhecimentos, mas melhorar a capacidade de resposta dela na organização, conseguir fazer com que ela, a partir de um trabalho envolvendo um misto de competências e habilidades e também mudança de comportamento, possa ter melhores resultados. Hoje, o ambiente está mais competitivo, ganhos milimétricos são ganhos importantes. Se você conseguir, por exemplo, uma mudança de cultura da organização, você tem ganhos fantásticos quando se compara com a concorrência. Você atende melhor seu cliente, agrega mais valor ao seu produto. Num ambiente competitivo essas questões fazem a diferença. Também é muito importante pensar que se estamos num momento difícil e daqui a pouco teremos uma retomada econômica, como você está armado para isso? Aquelas organizações que, numa retomada de crescimento, estiverem fortalecidas, vão ocupar espaços com muito mais facilidade. Se você desmonta sua estrutura de renovação, perde sua capacidade de se reposicionar na hora em que vier um aquecimento econômico. Há um entendimento de boa parte dos empresários e dirigentes de que, a longo prazo, o Brasil é um país muito interessante e com muitas possibilidades. Nós estamos vivendo um tempo difícil, mas não é o momento de você desmontar o seu negócio, pelo contrário, é hora de conseguir passar por esse momento de tormenta e permanecer fortalecido”.

Como o momento atual exige inovação e criatividade, o entrevistado foi questionado sobre quais tendências são essas na educação corporativa.

Joel afirma: “Há alguns movimentos. Um deles é o que a gente poderia chamar o das técnicas educacionais, de usar com mais intensidade a educação à distância e outros recursos didáticos mais baratos; de estruturar melhor a experiência da própria organização. São recursos de aprendizado não só com custo menor, mas muito mais efetivos e permitem acesso a um maior número de pessoas. A outra vertente é saber o que é importante trabalhar em termos educacionais. Vamos pegar o caso da liderança: hoje, o que nós observamos é que a maior parte da nossa liderança tem bons conhecimentos técnicos e em gestão, mas tem problemas nos aspectos comportamentais. O que acaba acontecendo é que, se tenho de fazer uma racionalização no meu investimento, eu vou mantê-lo onde ele causa muito mais reflexo no meu nível de competitividade. E hoje o investimento maior está nas questões comportamentais da liderança”.

Outra questão levantada na entrevista foi para quais questões o gestor de RH deve ficar atento para já ir se preparando para o próximo ano, do ponto de vista da educação.

Joel respondeu: “Se eu fosse um gestor de RH/educação corporativa, em primeiro lugar, ficaria muito atento a conhecimentos e aprendizagens críticas para o negócio da organização. Mais do que isso, é importante que o pessoal da educação corporativa mantenha o suporte político para o seu trabalho. Como estamos em uma disputa feroz por recursos escassos dentro da organização, se em algum momento quem toma a decisão pelos recursos entender que a educação é uma questão menos importante, pode ser que se percam investimentos importantes para a educação corporativa. Diria que esses dois pontos são cruciais”.

Resolvi abordar este assunto, porque aqui na Grokker também acreditamos que em um cenário de crise, o investimento em capacitação e treinamento faz-se ainda mais importante. Diríamos imprescindível Isso porque a concorrência acaba sendo ainda mais forte e, na maioria das vezes, o diferencial reside em quão preparados os profissionais de uma dada empresa estão. Em nossa região, percebemos que algumas empresas estão se retraindo quando se fala em investimentos em desenvolvimento de pessoas. Mas, no sentido totalmente contrário, muitas outras optaram pela estratégia de aumentar o investimento nesta área! Mesmo com o orçamento apertado, continuam firmes na crença de que preparar o seu capital humano é primordial e não deve ser deixado de lado apesar das dificuldades encontradas! Já percebem esta ação como um investimento a longo prazo e em como esta atitude fortalecerá a empresa no momento em que a crise passar.

E a sua empresa... está reduzindo investimentos na área de treinamento e desenvolvimento? Está deixando o seu concorrente ficar ainda mais forte?

Você ainda pode escolher de que lado vai ficar. Pense nisso!

Abraço!

Fonte: http://www.revistamelhor.com.br/educacao/14175/educar-na-crise

Por que investir em treinamentos?

02 Fevereiro 2015
Publicado em Blog

Hoje em dia, muito se tem ouvido falar em Educação Corporativa também conhecida como T&D (Treinamento e Desenvolvimento), que vem ganhando grande importância como sendo um recurso para a obtenção de vantagens competitivas entre as empresas do século XXI.

A palavra Educação vem do latim “educare”, que significa “educar, instruir” e Corporação ou Corporativo, o qual podemos dizer que é um grupo de pessoas que agem como se fossem um só corpo, uma só pessoa, buscando um mesmo resultado.

A Educação Corporativa consiste em um projeto de formação que é desenvolvido pelas empresas, o qual tem o objetivo de institucionalizar uma cultura de aprendizagem contínua.

Segundo Luiz Ernesto Migliora, diretor executivo de cursos corporativos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a explicação para este assunto ser tão repercussivo “está no fato de que existe uma enorme necessidade de capacitação das pessoas, que não são adequadamente qualificadas desde a educação básica e chegam ao mercado de trabalho despreparadas”. Desta forma, as organizações chamam para si essa responsabilidade.

Outro ponto para o expressivo aumento da importância deste assunto é o surgimento de novas tecnologias com uma velocidade extraordinária o que exige do trabalhador, tanto do setor administrativo como produtivo, uma postura de aprendizado continuo.

“As empresas [...] ao invés de esperarem que as escolas tornem seus currículos mais relevantes para a realidade empresarial, resolveram percorrer o caminho inverso e trouxeram a escola para dentro da empresa” (Meister, 1999, pag. 23).

Com isso, as estratégias pedagógicas podem ocorrer por meio da educação presencial, à distância ou semipresencial. Na modalidade presencial, sua empresa pode tanto oferecer os treinamentos “abertos”, fora da empresa onde eles terão acesso a situações diversas, troca de experiências com outros alunos, etc, como também treinamentos “In Company”, onde a empresa contratada irá fazer um trabalho de acordo com a necessidade e realidade de sua empresa.

Já a modalidade à distância proporciona um aprendizado através de um ambiente virtual, o que proporciona maior flexibilidade do treinamento, uma vez que o aluno tem mais liberdade para escolher o local e a hora para aprender, além da redução de custos, como deslocamento, hospedagem, alimentação, entre outras.

Na semipresencial, é a união em um programa, por exemplo, da modalidade presencial com a modalidade à distância.

Mas a Educação Corporativa não deve focar somente no “oferecer” os recursos para o aprendizado de seu colaborador, pois “muitas pessoas abandonam os treinamentos ou não veem sentido em participar deles porque não sabem ao certo o que será ensinado e se o conteúdo será mais relevante do que continuar suas atividades de rotina”, argumenta José Claudio Securato, presidente da Saint Paul.

Segundo Securato, o caminho para a mudança é desenvolver um relacionamento mais estreito antes mesmo do treinamento propriamente dito. Começando a contar para este profissional o que ele vai aprender, mostrar alguns materiais para que ele possa se “familiarizar” com o assunto e para que todos cheguem à sala com o mesmo conhecimento. Assim você evita um “desnível” de conhecimentos na turma e mantém o foco, não se preocupando em resolver ou explicar sobre determinados pontos, às vezes, básicos por falta de conhecimento de alguns participantes, além de ninguém se sentir inferior perante os demais, rompendo barreiras e preconceitos.

Alfredo Castro, sócio-diretor da MOT – Treinamentos e Desenvolvimento Gerencial, a partir de algumas perspectivas de 2014, aposta que as temáticas ligadas à liderança, atendimento ao cliente e vendas tendem a ser o foco dos investimentos das empresas em educação corporativa no ano de 2015. Isso porque os líderes e os profissionais que têm relacionamentos com os clientes são os que mais podem contribuir para melhorar resultados.

Secutato, diz que “O Brasil passa por um processo de profissionalização e alta empregabilidade. As pessoas mais qualificadas estão empregadas. Trazer essas pessoas para a empresa custa mais caro do que preparar o público interno”. De acordo com ele o melhor a se fazer é desenvolver as pessoas que estão dentro de sua empresa. “Além de sair mais barato, é um instrumento de retenção e melhora o ambiente de trabalho. Faz o colaborador se sentir prestigiado e o estimula a ser mais produtivo”, complementa.

Agora, você já sabe os benefícios que a Educação Corporativa pode trazer para sua organização, não tenha medo e invista no desenvolvimento de quem está com você 8 horas por dia, por pelo menos cinco dias da semana!

E para você que já trabalha com a Educação Corporativa, desafio-te, a compartilhar seus conhecimentos, dificuldades e experiências com um comentário abaixo deste texto.

Grande abraço!

Fonte: Revista ABRH-RS

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