Fale Conosco:
(55) 3314-1315 | 9961-3595 | grokker@grokkeronline.com | linkeding youtube youtube

Mostrando itens por tag: liderança

Preste atenção ao que você transmite

01 Fevereiro 2018
Publicado em Blog

Para termos equipes alinhadas, engajadas e mobilizadas a partir de propósitos claros dentro das organizações, precisamos de algo extremamente importante que, por muitas vezes pode ser visto como algo básico, fácil e irrelevante. Estou falando da comunicação.

Esse ideal organizacional dificilmente se concretiza se não for estabelecida uma comunicação eficaz entre líderes e colaboradores. A comunicação é capaz de promover e multiplicar mudanças positivas, além de ser fundamental para gerar laços de confiança com equipe, pares, gestores e clientes. A comunicação pode ser considerada determinante para se chegar ou não aos resultados desejados dentro de uma empresa. Por isso torna-se tão relevante falar sobre ela e de que forma podemos aperfeiçoar ainda mais a nossa conexão com o outro.

A comunicação eficaz é um processo bem mais complexo do que enviar uma mensagem, envolve uma série de fatores, alguns inclusive inconscientes.
Seguem abaixo algumas considerações importantes que podem ajudar no seu dia-a-dia.

Podemos dizer que uma boa comunicação é aquela que é capaz de transmitir aquilo que se pretende. Não é somente o que sai da boca, mas também o que chega ao ouvido do outro. E nesse processo vários fatores interferem, pois quando falamos algo, o outro interpretará a partir das suas experiências de vida, da sua bagagem cultural, da sua expectativa em relação ao que esta sendo dito, etc. A escuta é influenciada por todas estas questões e, por isso, o ideal é que o líder busque um padrão de comunicação que seja simples, direto e objetivo para aumentar a sua probabilidade de êxito. O líder deve utilizar recursos que favoreçam a clareza, também deve levar em consideração o seu público-alvo, pois quanto mais conhecer o seu público, mais fácil irá atingi-lo. Podemos dizer que um bom comunicador é aquele que além de se expressar com clareza e simplicidade também consegue ouvir com atenção.

A habilidade de comunicar-se de forma assertiva é uma competência essencial para um líder, visto que é o elemento que vai favorecer a passagem de informações, da inspiração e da motivação para a equipe. Neste caso, não basta somente falar bem, ser bem articulado, atrair atenção, ser persuasivo, se não tiver conteúdo, ou seja, conhecimento. A comunicação é uma competência como as demais que são procuradas em um líder, ou seja, ela resulta do tripé: conhecimento, habilidade e atitude. Com a ausência de alguma delas, o tripé não se sustenta por muito tempo e a comunicação torna-se ineficaz.

Muitas vezes os gestores pecam ao comunicar para seus liderados somente “o que fazer” e “como fazer”, porém torna-se essencial também deixar claro o “por que fazer”, ou seja, o propósito das coisas. Esta informação às vezes é omitida, pois para o líder já é algo conhecido e óbvio e ele tende a julgar que para sua equipe também. Assim, ocorrem muitas falhas na comunicação entre líderes e liderados.

Procure comunicar sempre “o que fazer”, “como fazer” e “por que fazer”. Dessa forma, a comunicação tornar-se mais eficaz, alinhada, podendo gerar maior atitude, motivação, engajamento, além de trazer melhores resultados.

Procure também observar a sua comunicação não verbal, sua imagem, sua roupa, sua postura, sua expressão facial, gestos, movimentos, dicção e tom de voz, pois estudam mostram que estes sinais possuem mais impacto na transmissão de uma mensagem do que a comunicação verbal. Nós somos programados a cuidar mais do verbal, das palavras e acabamos esquecendo o quanto a linguagem não verbal pode ser decisiva de forma positiva ou negativa na nossa comunicação.

Como podemos ver, a comunicação é extremamente importante para um líder por inúmeros motivos. Por isso, torna-se importante o líder constantemente se questionar com relação à eficácia da sua comunicação e procurar desenvolver-se cada vez mais, seja com leituras, treinamentos, atividades práticas, etc.

Você gostou das nossas observações e dicas sobre comunicação? Espero que esta reflexão tenha sido válida para você.

Grande abraço!

Nos dias 10, 11 e 13 de maio de 2016, ocorreu um simpósio de Administração do qual nossa empresa era apoiadora.

O tema desta edição do Simpósio foi “NeuroBusiness – A Ciência aplicada aos negócios”, onde nós, da Grokker, além de patrocinadores, prestigiamos, aprendemos e tivemos nossa Diretora como debatedora sobre Coaching juntamente com alunos e empresas da região.

Se por algum motivo você não conseguiu estar presente, não fique triste, pois vou transcrever alguns tópicos do que aprendemos com o palestrante Tiago Cavalcanti Tabajara – mestre em Business Administration in Neuromarketing pela Florida Christian University/USA – sobre “Neuroliderança”.

Aqui vão eles:

1 - Todos os dias empresas demitem e contratam pessoas, o que anualmente representa milhões de dólares no mundo inteiro. Esse tunover em países desenvolvidos gira em torno de 40%, o que já é alto. Mas o pior é que no Brasil chega a 59%!!!

2 - Um dos motivos pelo qual as pessoas mais saem dos seus trabalhos é a divergência entre valores pessoais, o que gera o constante conflito e baixa produtividade. Isso representa 66% das demissões ou pedidos de demissões. Ou seja, as pessoas são demitidas ou pedem para sair das empresas porque discordam de seus líderes e acabam tendo problemas de relacionamento com eles. As pessoas são contratadas por seus conhecimentos e habilidades e são demitidas porque divergem de opinião com seus líderes e não conseguem administrar essas diferenças;

3 - A questão é: será que os líderes estão corretos? Bom, em um time de futebol, quando o time não vai bem, quem geralmente “cai” é o técnico. Mas dentro das empresas não é o líder quem “cai” e sim os funcionários. Em muitos casos pode ser que os líderes estão sustentando suas posições com ideias ultrapassadas.

4 - Todos os anos é feito um ranking das 150 melhores empresas para se trabalhar, onde é medido o “índice da felicidade no trabalho” como um dos principais índices para medir não só a satisfação, mas a própria produtividade das pessoas. As empresas atualmente não querem ter funcionários mais felizes só porque é bom e sim porque eles as tornam empresas mais lucrativas. Só que esta mentalidade é muito difícil de construir dentro das organizações principalmente no cenário atual onde as empresas se veem obrigadas a cortar custos.

5 - A Neuroliderança nos ajuda a entender como funciona esse processo de produtividade e para isso a pergunta: Você acha que as pessoas que são mais exigidas são as mais produtivas? Não, necessariamente.

6 - O trabalhador feliz é em média 31% mais produtivo. Ele possui 37% vendas mais elevadas, é 3 x mais criativo, tem um desempenho de 27% superior que os demais colegas, 32% mais comprometido e possui um menor esgotamento. Quando a gente faz o que gosta, parece que não cansa, parece que o cansaço não “importa”. Mas o melhor de tudo é que isso não prejudica o nosso sistema imunológico como um cansaço mental, aquele cansaço onde a gente é forçada a fazer coisas que não gosta e que não concorda.

7 - Cada pessoa tem valores e estrutura familiar diferente o que influencia em nossas formas de pensar ou agir sobre as situações de nosso cotidiano. Agora se a gente tiver pensamentos distintos dentro da empresa, vai haver conflito. Por exemplo: Uma pessoa com descendência italiana, que aprendeu que trabalho e família são as coisas mais importantes, e uma pessoa que não tem essa descendência tendem a ter atitudes diferentes diante do trabalho ou a família. Neste caso, cada um deles vai estar certo dentro de sua decisão, só que não é suficiente “estar certo”. A questão é a diferença e o fato de isso gerar conflito.

8 - Sendo assim, mesmo que em geral as empresas devem ser norteadas pela visão, missão e valores, nem todas as pessoas que trabalham em sua empresa tem o modelo mental alinhado a esses valores. É possível que elas tenham um modelo mental misto, ou seja, um modelo mental decorrente do acúmulo de todas as experiências vividas no decorrer de sua vida.

9 - Se a empresa investir somente em treinamentos, coaching, workshops, etc., vai ter um efeito mínimo ou pouco duradouro em pessoas com um modelo mental misto. Enquanto a empresa não mudar o modelo mental desta pessoa o conhecimento não vai transformar a atitude dela.

10 - Foi pensando em tudo isso que o palestrante criou os cinco princípios do Neurolider com o objetivo de extrair aquilo que a “minha consciência tem para me ajudar”:

1º - Criar um modelo mental único: Fazer com que as pessoas possam focar e remar para a mesma direção, o que não quer dizer, que eu não deva ter pessoas diferentes na equipe. Ter pessoas que discordam é importante para a empresa, mas é necessária uma disciplina para que as discordâncias possam vir à tona. Não podemos deixar que na correria do dia-a-dia, cuidando de cliente, das atividades diárias e operacionais, ainda discutamos sobre melhorias ou discordemos de um planejamento. Precisa-se criar um momento, por exemplo, uma reunião onde as discordâncias possam ser expostas e todos possam contribuir com suas ideias e juntos criar um modelo único.

2º - Não espere Morangos de uma Bananeira: Todos nós temos talentos, mas se estivermos mostrando nossos talentos em lugares errados não vamos conseguir ter os melhores resultados o que não significa que não sejamos bons profissionais. O líder deve entender que as pessoas são diferentes e não devem esperar frutos que talvez um funcionário não possa dar. O sucesso de uma equipe depende da capacidade do líder de identificar os talentos e habilidades colocando cada colaborador no lugar certo.

3º - Recompense as boas atitudes: a Neurociência fala que boas atitudes quando são recompensadas, ativam a área do prazer (neurotransmissor dopamina). Isso acontece quando uma pessoa faz um trabalho um pouco além do esperado e é recompensada, por exemplo. Além de ela se sentir feliz, a liberação de dopamina gera memória de longo prazo e quando fazemos algo que nos dá prazer, geralmente queremos repetir. Então se eu desejo que um colaborador sucessivamente tenha um bom resultado, eu preciso recompensá-lo, estimulá-lo para que ele continue.

4º - Fuja do cortisol (neurotransmissor do stress): Ele é liberado quando os nossos instintos de sobrevivência são afetados. Toda vez que o Cortisol entra no sangue, um processo de luta ou fuga é ativado. Isso acontece quando, por exemplo, um líder determina que uma atividade deve ser feita... que já está decidido e ponto, e o colaborador não concorda. Provavelmente ele vai lutar para se defender, ou seja, mudar a situação ou às vezes suportar e ficar quieto, pois seu instinto de sobrevivência esta em jogo (emprego). Quando um líder começa a entender que pode discordar dos liderados sem estressá-los vai ter uma equipe mais produtiva.

As pessoas querem sentir-se acolhidas e protegidas, e se a empresa não propiciar este ambiente, elas vão agir de forma “aparente”, ou seja, não vão ser elas mesmas. Isso significa que poderão não ser tão criativas, produtivas... Uma boa opção é fazer uma “alimentação social”, convidar os colaboradores para um café, um lanche.... isso faz com que haja um engajamento maior. Esse ambiente faz com que haja a liberação do neurotransmissor Ocitocina, um neurotransmissor que é gerado quando as mães têm seus filhos, ele é responsável por liberar o leite materno. Quando é criado esse momento com a equipe, a Ocitocina é liberada, as pessoas vão gostar de estar ali, ter um senso de pertencimento.

5º - Envie tudo o que Aprender para o Jacaré: Na Neurociência costuma-se falar que o cérebro é dividido em 3 áreas: o neocórtex, sistema límbico e sistema reptiliano e por isso o “jacaré”. Essa parte do cérebro é onde têm mais neurônios e onde tudo o que fazemos é automatizado. Por exemplo, quando começamos a aprender dirigir, no início tínhamos que pensar para trocar uma marcha, olhar no espelho e com o passar do tempo isso se tornou automático. A parte racional de nosso cérebro é responsável por até 15% do processo de decisão. O restante de nossas decisões são baseadas em emoções (sistema límbico) e instintos primitivos (reptiliano) representando 85% de nossas decisões, ou seja, são inconscientes.

Então, somos aquilo que fazemos repetidamente. Tudo o que a gente faz... a busca de nosso sucesso... vai depender muito mais do tempo que investimos para alcançar o sucesso.

E para encerrar, Cavalcanti fala que “não existem pessoas melhores do que ninguém. Todos podem ser o que quiserem”.

Pense nessas dicas para tornar-se um líder ainda melhor e conte-me abaixo o que achou do tema.

Grande abraço.

Líder x Chefe: Faça a sua escolha!

13 Fevereiro 2015
Publicado em Blog

Não restam dúvidas que liderar pessoas é um grande desafio para qualquer profissional, esteja ele preparado para esta função ou não.

Por este motivo, assuntos relacionados à liderança são atualmente os mais procurados pelas pessoas e organizações, visto que cada vez mais esta habilidade está sendo exigida e considerada imprescindível dentro das empresas.

O gestor, sem dúvida nenhuma, é peça chave nas organizações para que a mesma atinja os resultados esperados. Sendo assim, podemos dizer que nenhuma empresa seja do tamanho ou segmento que for irá sobreviver sem lideres. Devido esta grande importância que possui, a maioria dos profissionais anseia um dia alcançar o cargo de gestor, e quando conquistado é motivo de grande satisfação. Porém, há uma grande distância entre ser um bom profissional e um bom líder, sendo que o último necessita possuir, além de competências técnicas, inúmeras competências comportamentais para alcançar o bom desempenho na função junto a sua equipe.

Algumas empresas acabam promovendo seus melhores colaboradores para o cargo de liderança, achando que estão fazendo um grande negócio. Muitos deles alcançam o sucesso; porém outros não, visto que não possuem o perfil adequado para esta função.

Não existe uma fórmula mágica ou pronta para torna-se um bom líder, mas algumas características são essenciais para o mesmo ir em direção ao sucesso, e as empresas precisam estar atentas a elas para tomar a melhor decisão no momento da promoção ou contratação.

Você sabe qual é a diferença do “chefe” e do “gestor-líder”, em poucas palavras podemos dizer que o líder se “impõe” por suas virtudes, o chefe por seu poder. O chefe tende a comandar, mandar, ditar as regras, gerando medo e utilizando do seu poder para fazer com que sua equipe obedeça as suas ordens. O líder por sua vez é seguido e respeitado por ser acreditado, por inspirar confiança e admiração. Não utilizam o “poder” para fazer com que as pessoas façam o que é preciso, o líder desperta na sua equipe o desejo de fazer.

Se você almeja ser um bom líder e não um “chefe”, abaixo vou mencionar algumas características que são importantes e irão ajudá-lo a caminhar na direção certa.

- Paixão pelo que faz – é imprescindível um bom líder gostar do faz para conseguir vencer as barreiras diárias que o seu cargo impõe;

- Gostar de pessoas e acreditar nelas – todo gestor, independente da área, é um gestor de pessoas, por isso é essencial gostar de trabalhar com elas e confiar/acreditar que a sua equipe irá lhe ajudar a atingir os resultados esperados pela organização. O gestor somente terá sucesso se a sua equipe tiver, sozinho ele não irá chegar a lugar algum;

- Resiliência – é importante ter capacidade de se adaptar a diversas situações mesmo que adversas, de forma que não haja prejuízo nos processos de trabalho;

- Comunicação assertiva – liderar é ter a capacidade de expressar, transmitir de forma clara, transparente, simples e objetiva uma direção a ser seguida;

- Seja um exemplo – As pessoas costumam seguir pessoas que admiram e que são coerentes nas suas atitudes, portanto a liderança é guiada pelo exemplo, seja aquilo que você espera da sua equipe para conquistar seguidores e parceiros nesta caminhada. O famoso “faço o que eu digo, não faça o que eu faço” não serve!

- Mediar conflitos – a capacidade de mediar e resolver conflitos devem estar presentes no líder. Saber ouvir e mediar os conflitos logo que surgem, mas sem tomar partido é importante. Ter uma postura racional e imparcial, evitando reações que prejudiquem o clima também. Discussões ríspidas e muito emocionais devem ser evitadas;

- Autoconfiança – o profissional que deseja tomar a frente de uma equipe deve confiar em si mesmo para tomar decisões, arriscar e buscar novas formas de solucionar um problema. Para conquistar a confiança da equipe, antes de tudo, o líder deve confiar em si mesmo, pois transmitir sentimento de insegurança constantemente influenciará negativamente no seu desempenho e da sua equipe;

- Desenvolver equipe - é tarefa primordial do líder, comprometer-se com o desenvolvimento da sua equipe e deve ser uma tarefa diária. Deve orientar, criticar e ajudar cada um a melhorar o seu desempenho sob todos os aspectos;

- Conhecer a sua equipe – o líder deve conhecer profundamente a sua equipe e suas necessidades, pois pessoas felizes e satisfeitas no trabalho tende a gerar maior resultado e cabe ao líder proporcionar um ambiente satisfatório para todos. Saiba você só terá sucesso se sua equipe tiver sucesso. Você vai fracassar se não assumir a responsabilidade pelo sucesso de seus colaboradores;

- Reter talentos – A grande maioria das pessoas que pedem demissão de uma empresa está pedindo demissão de um gestor ineficaz ou incompetente, portanto cabe ao líder se esforçar e criar estratégias para manter os talentos na sua equipe, cativando, motivando, incentivando para que queiram continuar;

- Delegação – O gestor deve estar preparado para gerenciar as ações e envolver-se com as questões estratégicas da empresa, portanto deve delegar o operacional e somente orientar e supervisioná-las; 

- Aprendizagem contínua – O bom profissional deve buscar capacitar-se para desempenhar a sua função com excelência e também motivar a sua equipe a fazer o mesmo. Um líder e uma equipe parada no tempo não atingirão os resultados esperados pela organização.

Com certeza existem inúmeras outras características que também são importantes para ajudar você a alcançar o sucesso como líder, a lista é extensa. Porém, aqui mencionei algumas delas para começarmos a refletir sobre o assunto. Em breve estaremos produzindo outros artigos sobre o tema liderança.

Você já fez a sua escolha? Está mais próximo de um líder ou de um chefe? Você já pediu demissão de uma empresa para renunciar um “chefe” ineficaz? Comente abaixo a sua experiência.

Até mais!

Comentários